Vestindo a camisa xadrez – Seattle dia 2 de manhã

Graças ao fuso horário acordar cedo em Seattle foi moleza! Enquanto lá eram 7am o meu relógio biológio marcava 11am, horário de Brasília, horário que admito sem vergonha, acordo aos sábados mesmo não estando de férias.

Então, às 8 horas já estava na rua quase deserta, para meu primeiro dia turista em Seattle.

Rua vaziiiia de Seattle 2010
Ficando um pouquinho mais movimentada – Seattle 2010
Vendo assim nem parece legal, mas é… – Seattle 2010

Na 5th Ave, a poucos metros do hotel, há um café muito simpático, o Specialty’s Café & Bakery, que tem um pouco mais de charme que um (dos milhares) Starbucks.

A fachada do café gostoso – Seattle 2010

Mesmo com o tempo frio, as mesinhas do lado de fora são convidativas, mas como não ia tomar café ou qualquer bebida quente, sentei pro lado de dentro mesmo com o meu croissant (gigante) de peru com queijo suiço, meu suco de cramberry-apple-raspberry e minha salada de fruta.

Assim como aqui no Brasil, uma das coisas que mais curto fazer fora do país é comer, pois tudo acaba virando uma verdadeira loteria, algo pode ser bom ou ruim e não tem como você saber até você provar e mesmo coisas que você teoricamente já conhece o sabor são diferentes lá.

Quando escolhi o croissant (gigante) de peru estava condicionada ao sabor do peito de peru defunado e quando dei a primeira mordida me surpreendi com o sabor de um peru daqueles que a gente come no natal, que é muito mais saboroso que aquele sabor de papel enfumaçado típico das dietas.

Outra grata surpresa foi a salada de fruta tanto pelo sabor quanto pelo tamanho, metade do pote de salada de fruta fica escondido da sua visão, muquiado dentro do suporte, então quando a moça me entregou aquele copão de salada de fruta a minha reação espontânea saiu em belo português: NUOOOSSAAAAA!!!

Duvido que a atendente soubesse português, mas com certeza ela entendeu a minha surpresa. E tudo que tinha lá na salada de fruta já tinha comido antes na vida, mas tudo estava surpreendentemente docinho e saboroso, tirando a maçã que tinha o mesmo gosto de sempre, mas de todas as frutas a que mais me espantou foi o abacaxi, bem amarelo, sem aquela acidez típica, mais doce e um pouco menos suculenta que a nossa. Comi todos os pedaços sem deixa um pra contar história.

O suco mix de cramberry-apple-raspberry só tem nome. É besta! Meio aguado com sabor de tutti frutti, na verdade tudo sempre fica com gosto de tutti frutti quando se mistura mais de duas frutas vermelhas nas coisas, mas tudo bem, no final o placar foi 2 x 1 no café da manhã =D

Salada de fruta gigante e deliciosa hummm – Seattle 2010

De barriga cheia, caminhei mais duas quadras até o Westlake Center (a galeria que quer ser shopping center) onde fica o embarque do Monorail.

Levy Fidélix iria adorar o Monorail, é uma espécie de aerotrem super antigo que a cidade faz questão de conservar e liga o centro até o Seattle Center. O aerotrem parte de 7 em 7 minutos, a viagem não dura 2 minutos e custa 2 dólares, pode não parecer muito vantajoso, mas é! O Seattle Center está fora do Ride Free Zone, os ônibus não dão troco e se resolver ir a pé a caminhada é longa, além de ser um meio de transporte muito fácil, já que ele não tem outras paradas.

Há duas entradas para o Monorail, uma dentro do Westlake Center no 3º andar e outra pela rua, onde você chama o elevador para subir até o Monorail. Como a parte comercial não estava aberta às 8h30 da manhã, fui pelo elevador que confesso não é a coisa mais bonita, bacana e limpa de Seattle.

Entrada do Monorail – Seattle 2010

Lá em cima na entrada paguei a tarifa na cabine, a atendente me deu o “passe” e de novo a pobre do 3º mundo aqui sentiu falta de uma catraca! Onde raios eu insiro o “passe” se não na catraca? Essa coisa de entrada de transporte público sem catraca definitvamente não faz parte da cultura do meu povo.

Cabine para pagar a tarifa do Monorail. E cadê a catraca? – Seattle 2010
OEEE não tem catraca! Basta o ticket, minha gente civilizada – Seattle 2010

Depois de perceber, pela segunda vez, que não se tem catraca, o trem chegou a plataforma. Ele tem um aspecto muito retrô, mas você percebe que é proposital, pois tudo é automático nele e só tem o condutor pra ficar de enfeite vintage mesmo, afinal talvez hoje nem fosse preciso ter o condutor no monorail, mas há 40 anos atrás sim e isso faz parte da história da cidade.

De dentro no Monorail – Seattle 2010

O Monorail desembarca no Seattle Center bem ao lado do Space Needle e do Experiment Music Project (EMP) e nada melhor que visitar primeiro o lugar mais popular e turístico da cidade, o Space Needle – www.spaceneedle.com.

Welcome to Space Needle – Seattle 2010

Dica: e essa dica vale para todas as viagens, sempre vá primeiro nos lugares que você mais quer ir, não vacile pra deixar nos últimos dias. Os últimos dias podem estar chovendo, você pode ter uma dor de barriga, ou o lugar pode estar excepcionalmente fechado. O Space Needle excepcionalmente fechou no domingo e o monorail excepcionalmente funcionou só até às 21h justamente no dia que fiz a minha reserva para jantar no Sky City e contava com ele para voltar para o hotel.

Como não era nem 9h30, a fila da bilheteria e a fila da entrada estavam bem pequenas para um sábado. E se você acha que ninguém vai pra Seattle (como eu mesma achava) se engana, a cidade tem bastante turista. Já na bilheteria do Space Needle comprei o City Pass de Seattle.

Dica: o City Pass de Seattle – www.citypass.com – te dá direito a entrar em 6 atrações pela bagatela de U$ 59 (já incluso taxa). As atrações são: 2 entradas – uma de dia e outra de noite – no Space Needle, Seattle Aquarium, Argosy Cruises, Pacifc Science Center, Woodland Park Zoo e por fim você escolhe entre o Museum of Flight ou o EMP. Por esse valor você só banca 3 atrações se comprar avulso e olha lá.

Dica: além do City Pass tem o Go Seattle Card – www.smartdestinations.com – que cobre muito mais atrações do que o City Pass, porém os valores variam de U$50 a U$ 122 conforme os dias que você planeja utilizar o cartão.

Antes de subir pelo elevador panorâmico, você tira um foto num fundo infinito e ganha um ticket para lá em cima passar em um dos guiches e escolher o fundo da sua foto e mandar por email. Tudo impecavelmente eficiente!

A minha foto da manhã mais comportada (mais fake impossível) – Flock Photos
E a minha foto da segunda visita já despirocada – Flock Photos

No elevador o acessorista conta muito rapidamente sobre o Space Needle, mas muito rápido mesmo, porque a “viagem” dura pouco mais de 1 minuto para subir até o observatório, sinceramente não entendi lhufas que o cara falou naquela rapidez e com aquele monte de números que eu tinha que converter as medidas. Mas chegando lá em cima a visão é incrível!

De Seattle 2010
De Seattle 2010
De Seattle 2010
De Seattle 2010
De Seattle 2010

Os binóculos lá são de graça, mas essa minha visão limitada e esses óculos na cara atrapalharam bastante na hora de usar os binóculos e como de praxe tem um Starbucks lá em cima.

De Seattle 2010

Não sei quanto tempo fiquei por lá, mas não tinha vontade de descer, era tudo tão bacana e o tempo estava bem aberto (para o que eu imaginava do tempo de Seattle) que dava pra ficar lá apenas curtindo a vista, sem fazer nada.

De Seattle 2010
De Seattle 2010
De Seattle 2010
De Seattle 2010

Peguei a minha foto no guiche eletrônico, brinquei nas telas touch screen com as atrações de Seattle, fiz as simulações de luz da paisagem num dia ensolarado em Seattle, dei mais umas 20 voltas e resolvi descer. A descida é mais lenta que a subida e o asensorista sempre muito simpático pergunta com foi a nossa visita, o que achamos e o que mais ele conseguir perguntar em 1 minuto e meio.

As portas do elevador abrem estrategicamente na loja de presentes e quinquilharias de Seattle, tem de tudo que sempre tem nessas loja, cartões, chaveiros, copos, imãs de geladeira, camisetas, moletons, etc, etc, etc.

Óbvio que nessa hora acabei gastando mais do que pensava, mas tudo bem, afinal sonho a gente realiza só uma vez e precisamos de souvenirs pra recordar né? E foi com esse pensamente que as minhas contas no banco e no cartão de crédito começaram a ir pro buraco…

Dica: como o ticket para o Space Needle dá direito a duas entradas em 24 horas, deixe para fazer compras após a segunda entrada, assim você evita a impulsividade louca e desvairada, como a dessa que voz escreve. Seu saldo no banco agradece.

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Seattle em doses homeopáticas

Como não consigo de terminar de escrever com o dia 2 de Seattle, resolvi dividir os fatos em textos menores, assim a gente sai do lugar e tento terminar o meu relato da visita a Seattle até o fim desse ano.

Então vamos lá!

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Apresento minha amiga Luciana

Já que meus posts de Seattle não saem do papel, lá vai mais um desses sonhos estranhos que tive…

E estava eu num tipo de acampamento com pessoas do meu trampo quando vejo que uma das meninas fazia uma vídeo conferência com uma mulher que eu conhecia não sei da onde.

Essa menina do meu trampo, percebeu que eu olhei com estranheza para a imagem da conferência e me perguntou:

- Você a conhece a Luciana?

Eu, sem a menor idéia do nome e de onde eu conhecia a tal Luciana, respondi na maior cara de pau:

- AAAAAHHHH Luciana! Mas é claro que conheço a Luciana! Ela fez inglês comigo!!!

O tempo se passou no meu sonho e eu e Luciana fizemos várias atividades juntas do tipo pescar, ir à praia e ficar conversando na rede.

Acordei, fiz minhas atividades cotidianas, mas ainda com o sonho bem fresco na minha memória. Depois de umas duas horas, dirigindo a caminho do trampo, me lembrei de onde eu conhecia a “Luciana”.

Era a Leslie Winkle do Big Bang Theory!

Leslie Winkle vulgo Luciana do inglês

Leslie Winkle vulgo Luciana do inglês

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Tirando a camisa de flanela do armário – Seattle dia 1

Faltando poucos minutos para o pouso em Seattle, pude comprovar pela janela o que já tinha lido ou ouvido falar sobre a cidade. Chove! Não era nenhuma tempestade, mas batia uns pinguinhos aqui e outros ali.

A paisagem lá de cima era exatamente como da descrição que li da cidade natal do Kurt Cobain, Aberdeen, cheia de árvore onde todo mundo é lenhador vestidos com camisa de flanela xadrez e suspensório que me fez lembrar da canção do lenhador do Monty Python mas que achei que não seria de bom tom comentar isso com os locais.

Ao desembarcar achei o aeroporto meio bagunçado. As pessoas desembarcavam pelos portões de embarque, fica aquela muvuca pra sair e mesmo para andar pela área de embarque/desembarque. Também não estava localizando as esteiras para pegar a minha mala e depois de perguntar umas 5 vezes, finalmente tinha encontrado o lugar onde pegar as malas, do lado de fora da área de desembarque, ou seja, você tinha que passar pela porta onde havia um sinal bem grande dizendo que se você passasse não poderia mais retornar, descer as escadas rolantes, avistar o portão que dá pra rua e aí sim, antes de sair de vez do aeroporto lá estavam elas, as esteiras com as bagagens. Isso só prova que o povo lá realmente é bem educado e sem más intenções. Já imaginou um troço desse lá no Rio de Janeiro?

Com a mala em mãos, fui em direção ao Link Light Rail que é um trem que liga o aeroporto até o centro de Seatttle e parte de 10 em 10 minutos.

Dica: O Link Light Rail foi inaugurado faz pouco tempo, em muitos guias e mesmo na internet ele não consta como opção de transporte. Dentro do aeroporto é super bem sinalizado para você pegar o Link Light Rail, não tem como errar, e se ainda assim estiver com dúvidas, é só perguntar para qualquer funcionário que eles informam. Antes de subir a plataforma, você encontra as vending machines que são super fáceis de usar, aceita moedas, notas e até cartão e parece um caixa eletronico onde você vai tocando na tela as opções, passo a passo. O valor é cobrado por trecho, quanto mais longe você for mais você vai pagar, mas o custo vale muito a pena. Fui do Aeroporto (primeira estação) até a University Street Station (penúltima estação) pela bagatela de 2,50 dólares, uma belíssima economia em relação ao taxi.
Você encontra todas as informações e até vídeos de como usar no site www.soundtransit.org

Mapa das estações do Link Light Rail

Mapa das estações do Link Light Rail

Tabela com o tempo de viagem entre as estações.

Tabela com o tempo de viagem entre as estações.

Com o bilhete em mãos, subi as plataformas (novas, modernas e bonitas), mas senti falta de catracas (pobre), na realidade o bilhete você só deve mostrar lá dentro do trem para o fiscal quando ele solicitar e se ele solicitar, mais uma prova da educação do povo lá. Imaginou isso no Rio de Janeiro?

Já na plataforma havia um trem parado, mas com as portas fechadas, mas… com gente dentro!!!! Fiquei olhando para aquela cena com a maior cara de ué na vida, e que pra minha sorte eu não estava sozinha pois tinha mais umas duas pessoas na plataforma com a mesma cara, até que o faxineiro gritou pra mim para abertar o botão vermelho da porta e tchanãn!!! As portas se abrem!!

Dica: Se você planeja pegar vários tipos de conduções lá em Seattle, você pode comprar um ORCA Card, que nada mais é que bilhete único que serve para trens, ônibus e até ferries. O cartão custa 5 dólares, você compra e carrega ele nas próprias vending machines. Boa opção também porque os ônibus não tem cobrador e você precisa dar o valor da tarifa exata, pois o motorista não retorna troco.

Outra coisa que me chamou atenção no trem são os espaços para bicicleta e de fato entra muuuuitos ciclistas no trem. E só depois de umas 5 estações veio o fiscal pedir o bilhete para conferência.

Pouco antes de entrar no túnel vi pela primeira vez o Space Needle, símbolo máximo da cidade, na paisagem nublada de Seattle. Foram poucos segundos mas que quase arrancaram lágrimas dos olhos… É tão difícil descrever a emoção que senti, que pode ser boba pra muita gente (talvez pra maioria da humanidade), mas com certeza foi uma das mais memoráveis da vida.

Desci na University Street Station que é uma das estações subterrâneas, nessas estações, o linha do trem passa na altura da rua e o trilho está no asfalto, então além do trem, passa os ônibus nessa estação.

Fui em direção a saída Seneca St. com a 3rd Ave. já que o W Hotel onde me hospedei esta na Seneca St. com a 4th Ave. Em algum lugar li que havia um Starbucks na frente do W Hotel, e li também que Seattle é a segunda cidade com mais subidas (ou descidas dependendo do referencial) dos EUA, perdendo apenas para São Franscisco. Ao sair para a rua, totalmente perdida sem a menor noção de onde é norte ou sul, e nessa hora nem o mapa ajuda, estava bem no meio de um subida que doi só de ver, olhei para todos os lados torcendo para que a 4th Ave fosse para baixo, olho pra baixo e vejo um Starbucks na esquina. Ah é lá mesmo e desço a rua feliz, quando chego na esquina tá lá a placa 2nd Ave…. é… pois é… e lá fui eu brincar de parede de escalada no asfalto com mala de viagem, agora subindo 2 quarteirões DESSE naipe de inclinado até finalmente chegar ao W Hotel agradecendo todos os santos por tudo ter dado certo na viagem.

Dica: Starbucks em Seattle NÃO é referência!!! Tem mais de um em cada esquina!!!

Dica: Dentro do perímetro que eles chamam de Ride Free Zone e que eu chamo de Zona Onde Tem As Maiores Subidas Que Eu Já Vi Na Vida, você pode pegar ônibus e não pagar das 6h às 19h. Mas você precisa subir e descer dentro dessa áera.

Mapa de downtown com a área em que você não paga a passagem

Mapa de downtown com a área em que você não paga a passagem

Apesar de toda essa epopéia cheguei a hotel pouco depois das 13h30 e mesmo o check in abrindo só às 15h, o hotel já liberou o quarto para mim. Hehehehehehe!

Quando fiz a reserva do W Hotel não fazia idéia de que ele era um hotel boutique, apenas tinha visto as fotos do banheiro (que pra mim é o mais importante) e alguns comentários no tripadvisor. Também não sabia que fiz a reserva com uma tarifa especial com quase 40% de desconto e mesmo assim paguei um belo preço de 150 dólares a diária. Mas o W Hotel está suuuuuuuuper bem localizado mesmo! Apesar das subidas dá pra fazer tudo a pé super de boa, além de ter a estação a uma quadra, milhares de linhas de ônibus e estar dentro da Ride Free Zone.

Dica: as ruas com números (1st, 2nd, etc) são planas e você faz uma caminhada bem agradável por elas. As ruas que cruzam os números é que dão vontade de chorar (Seneca, University, Union, etc), principalmente entre a 5th Ave. e a 1st Ave. (indo em direção a Elliot Bay)

Tudo do W Hotel é escuro, a recepção, o elevador, o hall, os corredores e os quartos. Faz parte do conceito e decoração dark deles, não me incomodou muito mas realmente não causa boa impressão. Nada do frigobar tem um preço aceitável, a garrafa de água custa 5 dólares e para usar a internet no quarto, seja com fio ou sem, custa 14 dólares a diária mais taxa.

Dica essencial: o que você precisa mesmo saber sobre Seattle:
1) Calcule 9% de imposto sobre tudo que você pagar. Vire e mexe eu esquecia do imposto que é cobrado a parte.
2) Apesar da gente não ter o hábito, gorjeta é tudo. As primeiras gorjetas que dei me senti bem estranha, parecia que eu estava subornando o cara, mas depois já estava até fazendo toque de mão para dar o din din pra galera.
3) Nunca, nunca, nunca atravesse fora da faixa ou com o sinal fechado! Tem guardas em cada esquina, a pé, de carro, de moto, de bicicleta e até de segway. A multa para essas infrações que a gente comete toda hora aqui no Brasil é de 85 dólares.

Apesar do preço salgado o W tem vantagens e confortos bem bacanas que valem muito a estada lá:

- O quarto e o banheiro são gigantes e super confortáveis e vem equipados com produtos de primeira, banheira, secador, tábua e ferro de passar, cofre, dvd e tv.

- O wi fi no lobby do hotel é de graça, é só pedir as instruções de acesso na recepção.

- O plugue do meu carregador de celular não é compatível com a tomada, mas eles emprestaram o adaptador sem custo.

- E o serviço mais legal de todos é o Acura Service, uma SUV bonitona que te leva e te busca em algum ponto lá da região de graça! E o motorista ainda recusou a gorgeta =O

Quarto do W Hotel. Não falei que era escuro hehehe.

Quarto do W Hotel. Agora um pouco mais claro.

Banheiro do W Hotel. Melhor que o banheiro de casa.

Banheiro do W Hotel mas com cara de motel.

Assim que entrei no quarto joguei minhas tranqueira pelo cantos, tomei um banho e sai para bater pernas já que fui para Seattle com algumas missões (leia-se compras para mim e para terceiros) para cumprir. Um tênis bem confortável para andar, andar e andar pela cidade, e outro tênis para mamãe, uma câmera fotográfica para registrar tudo, um nook (um e-reader da Barnes & Noble) e seu respectivo case para meu amigo Pedro e uns cremes da Victoria’s Secret para a minha irmã.

Parece uma lista fácil, mas o centro de Seattle não possui um shooping center, tem várias lojas, principalmente de roupas e grandes lojas de departamentos como a Macy’s e a Nordstrom. Há também uma galeria, que eu me recuso chamar de shopping, a Westlake Center, e o que mais se aproxima de um shopping que é o Pacific Place com uma Barnes & Noble e uma Victoria Secret. Todas localizadas na mesma rua, a Pine St, praticamente uma do lado da outra.

Compras pra quem gosta de compras.

Atrás do Starbucks está a galeria Westlake Center

A primeira que eu entrei foi a Nordstrom que é gigante! Vende de tudo, de maneira que só de me lembrar dá preguiça… a parte de calçados parecia uma selva de sapatos, todos espalhados com um monte de mulheres brigando por um par… um horror! Dei só uma passada de olho em cada andar mas devo ter demorado mais de 1 hora para fazer o percurso nos milhares de andares que ela possui. Lá em cima há uma ponte que liga a Nordstrom com a Pacific Place (o shooping), lá bati mais um pouco de perna mas confesso que me traumatizei com aquela imagem cheia de sapatos na cabeça, mesmo sabendo que calçados estava na minha missão.

Parei na Starbucks para descansar e pedi o frapuccino de chá verde que é exatamente igual ao daqui e um pretzel de pizza que estava uma delícia e pude reparar que enquanto aqui todo sabor pizza tem gosto de orégano e queijo artificial, lá nos EUA o sabor pizza tem gosto de peperoni e queijo artificial.

Dica: Dentro do Pacific Place tem wi fi grátis, poltronas e sofás para descansar e banheiro limpinho e moderno (você não precisa tocar em nada que tudo sai automático) inclusive com água quente.

Sai de lá e entrei no Westlake Center, que é bem pequeno se comparado ao Nordstrom e cheira Lush por motivos óbvios. Depois fui na Nike Tower mas achei os preços nada convidativos, dei mais uma andada e não tinha achado um loja para comprar tênis (de um jeito tranquilo) e nem o menor sinal de um lugar para comprar um câmera fotográfica.

Mais algumas andadas, já escuro, e acabei achando um supermercado. Adoro ir ao mercado lá nos EUA! Sempre tem um monte de tranqueiras diferentes! Comprei algumas delas, uns chás em embalagens psicodélicas que vem numa lata gigante de quase 1 litro, e um pacote com 6 garrafinhas de água (porque 14 dólares na água ninguem merece) e voltei para o hotel para descarregar e pensando onde raios ia conseguir comprar os tênis e a câmera.

Coloquei os pés no hotel e a chuva começou, mas nem a chuva me desanimou, peguei meu guarda-chuva (sim eu levei um guarda-chuva) e fui a procura da câmera e dos tênis e não voltaria sem eles. Como já passava das 18h muitas lojas, inclusive já haviam fechado, assim resolvi focar na máquina e sai perguntando onde havia um lugar para comprá-las e como o diz o ditado quem tem boca vai a Roma achei uma lojinha e depois que o vendedor me mostrou a diferença de umas 5 câmeras diferentes eu tinha uma eleita, uma Nikkon Coolpix S220 por 120 dólares + mais 10 dólares o cartão de memória de 2G.

Ainda debaixo de chuva, sai da loja e virei uma das esquinas e encontei a Nordstrom Rack, que é uma ponta de estoque da loja gigante, entrei lá e ela é beeeem menor e beeeem mais tranquila, a parte de calçados ainda é a visão do capeta, mas pelo menos não tem aquele monte de mulher que dá um tom selvagem a cena.

Os calçados lá estavam separados por tamanho e sexo (feminino e masculino) e vale lembrar que a númeração de lá é diferente daqui, então fui experimentando pra ver qual era o meu número. A númeração mais baixa lá era o número 6 que ficou uma lancha no meu pé! Fiquei com a maior cara da tacho porque não tinha números menores até que fui andado e encontrei dois corredores vazios e bem mais organizados que os da mulherada, era a parte de calçados para crianças. E no meio de uma botinhas rosas com borboletas encontrei dois pares de new balance (uma para mim e outro para mamãe) pela pechincha de 35 dólares cada par. Missão cumprida!

Dica: Vale muito a pena garimpar a Nordstrom Rack, fica na esquina da 2nd Ave com a Pine St., além de calçados, tem malas, bolsas, cosméticos, um pouco de tudo. Outra loja que também vale a pena pelos preços é a Ross Dress for Less (3rd com a Pike) seu forte é roupas, a área de sapatos femininos é cenário de guerra também mas tem perfumes por preços beeem mais em conta que no Duty Free.

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SWU começa muito mal com você e eu nem sei por onde começar

Todo mundo que me conhece minimamente sabe que o Pearl Jam é a minha banda do coração desde dos 13 anos de idade e continua no posto até os dia de hoje.

Após muitos boatos e especulação durantes os anos que se passaram, em 2005 finalmente eles vieram ao Brasil para 5 shows nos quais estive presente em todos.

Na época o meu maior medo é que, após todos esses anos, o show do Pearl Jam fosse uma merda e que a banda não tivesse nenhum carisma com o público que tanto esperou por eles.

O primeiro show da turnê brasileira foi em Porto Alegre e apesar da minha emoção, começou num tom bem morno e por um instante pensei estar revivendo a experiência do pior show da minha vida (Bon Jovi em 1995) onde o frontman foi a coisa mais seca, fria e sem graça com o público. Mas a cada música do show do Pearl Jam as pessoas se empolgavam mais e mais, contagiando a banda que terminou o show do jeito que eu imaginava: todos felizes e excitados com a sensação de dever cumprido pela banda e sonho realizado pelos fãs.

A partir de então, a empolgação da banda pelo país só aumentava a cada show e eles já entravam no palco com outro clima e celebrando a sua visita conosco de maneira que com certeza para muitos foi memorável.

*****

Começo com tudo isso, porque assim como o Pearl Jam, uma das bandas que mais esperei ver ao vivo no Brasil foi o Rage Against The Machine, foram anos e mais anos de espera.

A banda em 97 tinha shows marcados no falecido Olympia e no Aramaçã, mas o vocalista pulou demais e quebrou o pé cancelando os shows. Depois de mais alguns anos na esperança de vê-los, eles terminaram a banda e junto com ela a possibilidade de ver um dos grupos mais energéticos da minha geração.

Tenho quase tudo que foi lançado oficialmente do Rage Against The Machine

Tenho quase tudo que foi lançado oficialmente do Rage Against The Machine

 

Mais um tempo se passou e a banda fez um breve revival mas deve ter sido tão bacana que eles resolveram continuar e para a minha alegria, finalmente eles vieram para o Brasil para o festival SWU.

Mas a alegria durou pouco…

****

Com uma proposta politicamente correta de um mundo sustentável, o SWU Festival de Horrores já mostrou desde do início que salvar o planeta tem um preço. Um preço que quem paga (em até 5 vezes) somos nós, afinal o slogan do festival é Começa com Você!

Ontem partimos com o carro cheio para o festival, pois se você fosse de carro com menos de quatro pessoas o preço do estacionamento dobrava de uma facada de R$50 para R$100, o estacionamento mais caro do mundo também é em Itú.

Ao chegar na entrada do estacionamento, havia a ambigua frase anunciando o valor: “Acima de 4 pessoas R$100”. E o carro que que tem 4 pessoas paga quanto? Esse foi apenas o prelúdio do SWU Festival de Horrores.

Com esse esquema solidário forçado que o SWU Festival de Horrores conseguiu gerar um novo tipo fonte de renda para os bêbados que estavam do lado de fora. Eles abordavam carros que tinham 3 pessoas pedindo carona, depois de passar pela entrada eles pediam R$10 para o motorista e voltava lá atrás pra fila de carros. Impressionante a criatividade do povo para ganhar dinheiro!

Já vi festivais mal organizados, como aquele fatídico Tim Festival que atrasou e acabou às 6 horas da manhã da segunda-feira, mas o SWU Festival de Horrores superou tudo o que já vi de ruim nessa vida, só não foi pior porque não morreu gente lá, mas pelos erros que o SWU Festival de Horrores cometeu, infelizmente não seria de se espantar.

A entrada estava pessimamente sinalizada, só sabia que estava na fila para menores de 18 anos quando chegava na boca da catraca e nem havia sinalização da fila para revista de mulheres, fazendo com que eu e mais todas as mulheres do SWU Festival de Horrores cortassem as filas por dentro de um emaranhado de gente.

Após a viagem, a bela caminhada que demos do estacionamento até a entrada e de passar pela muvuca da entrada estava na hora da nossa merecida cerveja! Paramos no primeiro tio que vendia bebida mas ele nos informou que só vendia no bar, quando perguntamo se tinha caixa, ele falou que não e era só pegar direto lá no balcão.

E lá fomos brigar por um lugar no balcão quando vimos que um monte de gente estava com fichas na mão… sim, havia caixas e tio nos informou tuuuudo errado, mas tudo bem, seguindo a linha do bem do SWU Festival de Horrores, o importante é participar, né!

E lá fomos para a fila do caixa que não andou um passo durante 15 minutos então nos dividimos em outras filas. Como mal tinha sinal de celular, a conexão para passar cartões de débito estava devagar sempre parando, gerando essas filas que não andavam.

Acho que ficamos uns 20 minutos na fila e morrendo de frio (faz muuuuito frio lá) até chegarmos na boca do caixa e as fichas acabarem!!!!!!!!!!!! É isso mesmo, às 19h as fichas de todos os caixas tinham acabado no SWU Festival de Horrores!!!!

Mas você pensa que as fichas chegaram 5 minutos depois?

Nãããão!

Mas você pensa que as fichas chegaram 10 minutos depois?

Nãããão!

Mas você pensa que as fichas chegaram 20 minutos depois?

Nãããããããããããão!

O pobre do Grilo que veio num pau de arara disfarçado de van de São Carlos até o SWU Festival de Horrores estava morto de fome pois ele só havia tomado café da manhã e veio bebendo pinga e catuaba (!) a viagem inteira e só por causa dele que ficamos na fila por meia hora na esperança das fichas chegarem.

O povo que estava lá dentro do caixa, só sabia contar dinheiro na maior paz do mundo, já o nível de selvageria estava aumentando do lado de fora e enquanto todo mundo reclamava, elas alegavam que as pessoas que estavam com as fichas não estavam conseguindo passar na entrada e que elas não podiam fazer nada.

Mas e o “Começa com você”? Pelo jeito só serve para nós mesmo!

Então, a própria equipe do SWU não conseguia passar pela entrada do festival que estava organizando?

Então, a equipe do SWU era tão ruim que só foi pedir ficha quando elas estavam para acabar, mesmo com uma fila consideravel no caixa?

Então, a equipe do SWU não podia buscar outra saída, com por exemplo liberar o pagamento em dinheiro direto no balcão?

Ou então, a equipe do SWU não podia buscar as fichas que já foram vendidas e que estava no balcão?

Ou muito mais simples, uma, apenas uma infeliz da equipe do SWU podia tirar a bunda da cadeira e ir buscar ela mesma as fichas?

Algumas pessoas se revoltaram com mais violência e começaram a bater no caixa que era um container adaptado, todo mundo gritando até que um doido subiu no container e pulava em cima como se já fosse o show do Rage Against The Machine.

Tentei filmar, mas o meu ângulo não conseguia pegar o louco então resolvi gravar a luta do Grilo por um pedaço de pão da marmitex do povo do caixa.

Quando vimos que a coisa estava chegando num nível perigoso de selvageria resolvemos sair da fila pois uma cerveja e um dog superflacionados não valeriam a pena. E a coisa só não ficou feia, porque quando saimos da fila, todo mundo desistiu também.

Para a nossa sorte (se é que isso é sorte) o primeiro tio da bebida tinha nos passado duas informações erradas, a cerveja era vendida sim por outros tios espalhados pela fazenda e assim depois de 1h30 de ter chegado no SWU Festival de Horrores bebi a minha primeira cerveja.

Depois de todo perrengue um certo bode bateu, mas aí pensei nas músicas do Rage Against The Machine e pensei que faltava menos de duas horas para finalmente vê-los ao vivo como sempre imaginava quando ouvia as músicas deles em casa, no carro e na balada.

Quando fomos para a pista, o SWU Festival de Horrores errou mais uma vez. Imagine o seguinte, tem o palco, aí vem a pista vip, ai vem a pista comum, aí vem duas torres de luz e no meio dessas duas torres eles montaram um tenda fechada (provavelmente a mesa de som) bem no meio do palco, aí finalmente vem uma galera de pelos menos 30 mil pessoas que comprou o ingresso e não conseguia ver o palco de frente!

Tentamos passar para frente da torres mas foi impossível por conta da mega muvuca estilo sardinha enlatada que estava lá, então fomos para as laterais que era o que tinha pra hoje.

Pouco depois das 22h as luzes se apagaram e a galera começou a gritar, nos primeiros acordes de Tom Morello todo mundo já estava pulando, mas quando a música começou o som estava baixíssimo!!!! Ninguém escutava nada! E nunca na minha vida ouvi RATM baixo, NUNCA!

Após umas 3 músicas o som continuava oscilando entre o baixo e o inaudível e resolvemos ir um pouco pra trás para ver se era a nossa posição que estava abafando o som. E olha que encruzilhada, ou a gente não ouvia porque as caixas estavam mal posicionadas e a equipe de som do SWU Festival de Horrores era incompetente ou a gente não via o show porque a equipe incompetente do SWU Festival de Horrores colocou duas torres e uma cabana bem no meio do palco. É praticamente aquele dilema de Tostines.

Apesar disso, o RATM estava com um setlist matador! Todas as músicas que eu amo estavam lá, ao vivo, apesar de tudo!

Mais duas músicas e a banda pára e entra algum organizador (provavelmente incompetente também) para pedir que as pessoas na frente desse um passo para trás, pois havia um tumulto e parecia que uma das grades que separa a pista vip da pista comum estava cedendo.

Se essa maldita pista vip não ficasse na frente do palco deixaria os fãs de verdade perto da banda e isso não teria acontecido ou então se não ouvesse aquelas torres e tenda tão próximos do limite da pista vip e da pista comum, isso também não teria acontecido.

Há várias maneiras de garantir a segurança do público na pista, mesmo de um show pesado como o do Rage Against The Machine, basta ir a qualquer show grande e organizado para ver e comprovar. #ficadica para o SWU Festival de Horrores.

Lembro que o Pearl Jam foi convidado para integrar o line-up do Festival, nunca fiquei tão feliz da banda não poder vir ao Brasil!

Mas o melhor estava por vir, já de bode com o estresse da ficha, já de bode por causa do som baixo, já de bode por causa da interrupção do show, veio o gran finale, o som sumiu!!!!!!!!! Sim, no meio da música o áudio simplesmente desligou!!!! E no telão, a banda tocando, pulando, cantando!!! E a gente uma pedra!!!!!!

Já vi telão falhar, já vi instrumentos não estarem bem afinados, já vi microfonia, mas o audio simplesmente sumir eu nunca vi acontecer, pior, eu nunca poderia imaginar que isso poderia acontecer num show, por mais amador que ele fosse!!!!

Obrigada equipe e organização do SWU Festival de Horrores vocês destruiram o sonho e um momento tão esperado por tantas pessoas com seus erros primários e amadores. Afinal Começa com Você!

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Breve pausa na epopéia de Seattle

Por motivos de força maior, tenho que interromper a sequência de post sobre Seattle, para postar o que aconteceu no SWU Festival de Horrores no dia 9, apresentação do Rage Against The Machine.

Uma lástima…

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No caminho do grunge

Os próximos posts além de contar sobre a minha viagem, também vou passar dicas sobre Seattle, não que os 5 dias na capital do grunge me fizeram uma especialista na cidade, mas quando estava pesquisando sobre o que fazer e onde ir na cidade, não achei um blog ou dicas de brasileiros, a maioria das dicas que achei e que foram super úteis vieram de moradores de Seattle mesmo ou do tripadvisor.com.

Hoje em dia a minha cabeça está em paz como nunca e poucas coisas me deixam ansiosa na vida, mas fazer uma viagem para o lugar onde você sempre quis ir faria até Buda desequilibrar aquele espírito zen dele e comigo não foi diferente. Sofri pequenos episódios saudáveis de ansiedade que chamei carinhosamente de trililis.

Para tentar acalmar meus temores, tentei ao máximo me cercar de informações sobre os lugares, atrações e comidas. Ah sim… enquanto muita gente vai para fora e só come McDonalds para economizar, taí um item que não faço questão nenhuma de economizar nas viagens, comida. Mas falarei com mais detalhes sobre comida lá pra frente nos outros posts.

Com o amigo Google nem é preciso comprar aqueles guias de viagem nos dias de hoje, mas eu sinceramente não resisti e comprei o último (e único) guia de Seattle que achei na Saraiva, o Top 10 Seattle. Mas depois da pesquisa, vi que ele está super desatualizado, já que vários lugares que ele indica, principalmente restaurantes, já não existiam mais. Na dúvida, imprimi alguns mapas de onde queria ir do google maps.

Esse é o guia (desatualizado) que comprei de Seattle.

Esse é o guia (desatualizado) que comprei de Seattle.

Ao contrário dos outros destinos de férias que tentei ir, tudo em Seattle caiu como uma luva. Meu itinerário da ida foi assim:

Embarque: Guarulhos às 19:00 (TAM)
Chegada: Galeão às 20:06

Embarque: Galeão às 21:58 (TAM)
Chegada: Miami às 05:50

Embarque: Miami às 08:30 (Alaska Airlines)
Chegada: Seattle às 11:55

Mesmo com folgas de 2 a 3 horas entre um voo e outro, alguns dias antes da viagem comecei a ficar tensa por causa dessa “pouca” diferença. E se desse um baita toró e os voos atrasassem? E se tivesse uma fila gigante na imigração? E se algum maluco resolvesse esquecer uma mochila no aeroporto obrigando a evacuar por algumas horas? E se o avião já tivesse atrasado de outros voos atrapalhando inclusive o meu voo? Bom, tanta neura se justificava, pois realmente se eu perdesse qualquer um desses voos haveria uma reação em cadeia onde perderia voo a voo até perder a minha reserva no hotel, o meu dinheiro e provavelmente toda a minha viagem de férias.

Assim para não dar mais corda a essas possibilidades, foquei no que era bom e assim fui até o dia da viagem.

No check in em Guarulhos, não resisti e perguntei para o atendente se dava tempo tranquilamente para embarcar para Miami. Num tom de quase deboche ele falou:

-Ih… dá e sobra!

Se não fosse justamente por esse tom quase de deboche que o atendente falou, juro que não teria ficado tranquila.

Logo depois veio literalmente o primeiro susto. Uma menina do meu trampo me encontrou por lá e de fato me deu um p*** susto que me fez dar um pulo até o teto quando ela veio correndo ao meu encontro enquanto eu estava toda distraída no aeroporto.

O susto pode ter passado, mas a sessão deboche continuou com mais alguns momentos até a minha chegada em Seattle, começando ao entrar no avião que vi que estava bem na janela da saída de emergência e enquanto as comissárias davam as instruções de praxe de segurança, os dois rapazes que estavam ao meu lado não paravam de me encarar com um olhar “Jura que nossas vidas vão depender dessa daí?” mas terminada as instruções um dos rapazes do lado talvez para disfarçar o medo ou talvez só para ser simpático falou para mim:

- Agora é com você!!!

Depois de fazer o sinal com o dedo do meio e mandar o cara pra aquele lugar de joinha com o polegar para o cara do meu lado, as comissárias vieram me perguntar se eu podia ficar naquele assento e se eu tinha alguma dúvida, respondi que podia ficar sim sem maiores problemas (pelo menos eu e principalmente os caras do lado assim esperávamos)

Para a sorte e tranquilidade de todos o voo até o Rio foi sem ocorrências, mas logo depois que entrei na sala de embarque internacional fui abordada por uma mulher não muito educada:

- Ei, você! Quantos anos você tem? Está acompanhada dos responsáveis?

Mesmo não sendo muito gentil na abordagem, ela ganhou váááááários pontos comigo!!!!

O embarque começou pontualmente para a minha alegria, mas depois que todos os passageiros já estavam acomodados, o capitão anunciou que haveria um “pequeno” atraso pois algumas bagagens vindas de conexões (como a minha) ainda não haviam chegado. Esse “pequeno” atraso durou mais de 1 hora e ao mesmo tempo que eu tentava me manter calma, eu tinha uns trililis só de me imaginar saindo correndo pelo terminal para não perder o meu próximo voo.

Não sei se aquele lance do Segredo dá certo ou não, mas a única coisa que eu pensei durante às 8 horas de voo foi só que tudo daria certo até eu chegar no hotel lá em Seattle. E apesar do atraso, o voo chegou exatamente no horário programado.

Ainda na fila da imigração, o primeiro agente que organiza a fila pediu meus documentos e  perguntou se eu estava sozinha e o que eu fazia no Brasil. Acho que eu não tenho cara de quem pode bancar uma viagem pra fora do país, mas tudo bem. O segundo agente, já com meu passaporte em mãos, fez as mesmas perguntas e completou o questionário perguntando quanto tempo eu ia ficar, onde ia ficar em Seattle e quanto dinheiro eu estava trazendo. De novo a cara de pobre deve ter imperado. Terminando a entrevista, a minha mala já me esperava na esteira, mas para finalizar antes de sair do desembarque um último agente veio com as mesmas perguntas para confirmar e oficializar o meu atestado de aparência de pobreza nos EUA.

Mas esses impecilhos foram muito pequenos para o meu grande sonho, pois quando peguei o meu boarding pass não escondi meu sorriso de orelha a orelha. Não acreditava que o meu nome e a palavra Seattle estavam juntos no mesmo boarding pass depois de todos esses anos sonhando em ir pra lá.

boarding pass histórico!!!

boarding pass histórico!!!

Com dor nas costas, dor nos joelhos e bem cansada das 8 horas de viagem até Miami não consegui me conter até a hora que embarquei no avião da Alaska Airlines e sentei na minha poltrona.

Agora era só esperar às 6 horas de voo para realizar um sonho de 17 anos.

 

Dica 1: Troque dinheiro em uma das casas de câmbio do aeroporto de Gaurulhos! Incrível, mas eles estavam com taxas bem mais em conta que outras por aí fora.

Dica 2: Ao contrário do Brasil, as pessoas na América não só ouvem os avisos de embarque como respeitam a ordem de entrada anunciada pela tripulação. Então, não dê uma de louco e vai entrando na fila de embarque sem que sua classe ou fila tenha sido chamados.

Dica 3: Por ser uma empresa low cost – a passagem ida e volta de Miami a Seattle saiu por pouco mais de 500 REAIS -  a Alaska Airlines não serve comida (apenas bebidas e peanuts literalmente). Se quiser comer precisa pagar e nem tudo que está no cardápio tem, como por exemplo o pratinho de queijos e frutas que eu pedi e não tinha.

Dica 4: Impressionante o tamanho das malas que o povo de lá carrega como bagagem de mão. A impressão que tive é que ninguem despacha a mala e carrega tudo a bordo, ou seja, o povo briga, soca, empurra para conseguir colocar a mala no compartimento que fica LOTADO! Nem consegui colocar a minha mochila lá em cima na ida, mas já estava bem esperta na volta ;-)

Dica 5: Não aceite o café da Alaska!!!!!! Eles servem do Seattle’s Best Coffee que tem o nome mais inadequado que já ouvi na vida!!! Nem com uma tonelada de cream (que esse sim é uma delicia) e mais uma tonelada de açúcar conseguia deixar o café tomável. Me perguntei a viagem inteira como algo que cheira tão gostoso pode ter um gosto tão decepcionante como aquele café??? Ah e que por sinal o café é de graça.

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Férias Frustradas

Nunca foi um sonho conhecer a Disney. Quando completei 15 anos, apenas uma amiga ganhou a tão sonhada viagem dos pais de todo o meu círculo de conhecidos da época. No dia que vi as fotos, as únicas coisas que me chamaram a atenção e me despertaram um certo desejo de ir pra lá foram os objetos autografados pelos roqueiros expostos no Hard Rock Café e as montanhas russas.

Mas com o passar dos anos, uma vontade maior de conhecer a terra da fantasia foi crescendo, talvez seja porque quase todo mundo que conheço hoje em dia foi já foi na terra do Mickey, talvez seja porque as noites do terror dominaram o Playcenter – mesmo durante o dia – e ele deixou de ser um lugar familiar nos últimos anos, ou talvez, simplesmente seja porque hoje eu entendo que o principal objetivo da Disney é divertir pessoas, e com isso, não tem como ser um passeio ruim ou chato.

Então, desde do ano passado, planejava as minhas férias na Disney ao lado do Pateta, do Pluto e do @Deixaeu, pois como não fui para a Disney com 15 anos, iria com 30, senão só com 45 anos. Assim, logo que venceram as minhas férias no dia 02 de janeiro marquei elas para o dia 9 de setembro.

Graças ao Homem, tenho um desconto nas passagens aéreas e ele pode inclusive colocar o nome de algum amigo na lista mágica do desconto, porém ele só pode mudar os nomes dessa lista a cada 6 meses, conforme a sua data de admissão. Quando chegou a época, pedi para colocar o nome do @deixaeu na lista pois já estávamos todos acordados de ir para a Disney em setembro, o Homem tentou e não conseguiu. O sistema informava que o @deixaeu já tinha o nome cadastrado, e o Homem tentou mais algumas vezes e todas as vezes acusava o cadastro do @deixaeu. Ao falar com o @deixaeu, ele se lembrou que realmente estava na lista de um outro amigo que não conseguia desconto nas passagens internacionais mas que falaria para tirar o nome.

Alguns dias depois, o @deixaeu me falou que o amigo dele só conseguiria retirar o nome dele em novembro. Dois meses depois que tinha marcado as minhas férias… ou seja, Disney te vejo com 45 anos!

Depois do baque de que não iria comprar umas orelhas de rato nas férias, comecei a ver outro destino, NY. Esse sim é um lugar que sempre me encantou, o Central Park, a 5ª Avenida, o Rockfeller Center, as compras, as comidas, as séries de TV que amo… aaahhh Nova York… mas quase cai da cadeira ao ver os preços dos hoteis. Pesquisei, fiz contas, mais pesquisa e mais contas e vi que não conseguiria bancar NY sozinha, nem dividindo com o Mali e a Rúbia que iam passar uma semana por lá em setembro.

Já estava rolando a Copa do Mundo e eu que tinha planejado minhas férias desde do ano passado ainda estava sem destino. Lá pelas quartas de final, soltei a frase, provavelmente bêbada:

- Eu vou pro país que ganhar a copa do mundo!

Depois pensei um pouco na frase a cima e decidi restringir as opções em países que eu entenda razoavelmente a língua, ou seja, portugues, inglês e espanhol. Pois uma coisa é você chegar com mais uma pessoa ou um grupo de pessoas sem falar nada da língua e depois de algumas mímicas e muitas risadas você vai ter uma boa história pra contar quando voltar, a outra é você chegar sozinha, sem saber falar um obrigado ou um por favor na língua. Tem gente que encara na boa, mas eu sinceramente, não me sinto nada confortável nessa situação.

Já na semi-final, não restou muitas opções, poque Alemanhã e Holanda já estavam fora, e sobrou Espanha e Uruguai que pra minha sorte não levantou a taça!!!!

E lá fui eu pesquisar lugares e roteiros na Espanha e decidi que ficaria 3 dias em Madrid e 6 dias em Barcelona. Ao contrário de NY, os lugares para ficar na Espanha estão muito em conta por causa da crise e do euro barato.

Depois que o @ricz falou que a Air China tinha passagens para Madrid por R$1.000, o @deixaeu e o Ricardo (que viajamos juntos para o Chile ano passado) também se empolgaram com a idéia de comer uma paella da gema. Apartamentos fofos e super bem localizados para alugar que sairiam no máximo 30 euros por dia.

Porém, o @deixaeu e o Ricardo não conseguiram essas passagens em promoção e começaram a pesquisar o preço das passagens. Depois de alguns dias, o Ricardo decidiu não ir e mais alguns dias depois o @deixaeu também desistiu.

Voltando ao meu plano inicial de viajar sozinha, a primeira coisa que fiz foi pedir para o Homem emitir a minha passagem para Madrid e trocar os apartamentos por hoteis ou hostels nas cidades por questão de segurança. De novo, uma coisa é você dividir um apartamento com mais duas pessoas em outro país, a outra é você ficar sozinha em um apartamento em outro país, ainda que seja na Europa.

Tudo certinho só aguardando o ok! do Homem com as passagens para eu fazer as reservas, quando ele me avisa: não há mais passagens disponíveis em setembro e outubro!

Nessa hora eu realmente fiquei chateada! Depois de tanto planejar e esperar, eu não ia conseguir ir para a Espanha… Depois de tomar um belo de um porre nesse dia, resolvi que ia pra lá de qualquer jeito, e fui em busca de passagens de todas as companhias e a mais em conta era da American Airlines que fazia uma conexão em NY. Não resisti e liguei para AA para saber se poderia ficar em NY por dois ou três dias e depois reembarcar para Madrid e por uma taxa de apenas 20 dólares, eu conheceria 2 destinos bacanudos de uma vez.

Rearranjei as datas da viagem, fiz contas, e comecei a pesquisar (de novo) hospedagem em NY, depois de estar com todas as cotações de hospedagem em mãos, ligo novamente para a AA para comprar as minhas passagens e não tinha mais passagens para aqueles dias, apenas para o dia anterior, o que a essa altura nem seria grande problema, mas resolvi não fechar as passagens naquela hora só para ter certeza que haveria disponibilidade nos hotéis nas novas datas. No dia seguinte, depois de checar tudo, ligo para a AA e adivinha??? A tarifa havia aumentado 300 dólares!!!! Em menos de 24 horas a passagem subiu ao equivalente a duas diárias em NY!!!!!!

Nessa hora o desanimo me deu uma bofetada na cara e o bode veio ao meio encontro. Depois de quase um ano pensando em uma viagem, depois de mudar o itinerário diversas vezes, por diversas circunstâncias, parecia que o próprio destino não queria que eu fosse para esses lugares. Arrasada, durante dois dias resolvi não pensar em nada disso, mesmo faltando poucos dias para as minhas férias. Depois dessa pausa, parei, abri a mente e o coração e fiz a seguinte pergunta:

- Qual lugar no mundo eu sempre quis conhecer?

A resposta veio, fácil, clara e óbvia! Como eu não tinha pensado nisso? Como eu pude ter esquecido desse lugar? Como eu permiti que meu próprio sonho de anos e anos tivesse se perdido com o tempo?

E foi aí que decidi o meu destino, ou talvez o próprio destino que tenha decidido isso depois de tudo isso que aconteceu, agora além das minhas férias ia realizar um antigo sonho, conhecer o berço do grunge e das bandas que eu mais curto na vida, ver de verdade a cidade que só via nos filmes, séries e no poster que tinha no meu quarto aos 13 anos… Agora me lembro, enquanto todos queriam ir pra Disney eu queria ir para SEATTLE!!!!

Essa foi a paisagem que tinha no meu quarto dos 13 aos 25 anos

Essa foi a paisagem que tinha no meu quarto dos 13 aos 25 anos

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Avaliação do bar da semana

Peppers Bar

Rua Domingo de Morais, 2330
Vila Mariana
www.peppersbar.com.br

Quesito Cerveja: Posso dizer que o primeiro gole da cerveja Original foi quase memorável! Ela desceu tão gostosa, tão gelada, que tinha até me esquecido do trânsito do cão que tinha pego antes de chegar no bar. Coisa divina mesmo! Dali poucos minutos, chegou o Mali que soltou as mesmas onomatopéia que eu ao dar o primeiro gole! Coisa de primeira!!!! E foi Original pelo resto da noite.

Quesito Comidinha: O Peppers é um bar mexicano então o forte do seu cardápio vem todo daquelas terras lá de cima. As barquinhas de chili são boas, mas a porção com 10 é praticamente individual, ainda mais numa galera que é pra lá gulosa e que se mete em altas confusões na sessão da tarde.

Então pedimos na sequência a porção de chili, que aí sim veio mais generosa, acompanhada de nachos (doritos) cheddar, salsa (vinagrete) e guacamole. Todos muito bons mesmo!

Pra fechar a noite pedimos a inusitada pizza de chili. A massa é bem grossa pra aguentar o tranco do chili e salpicada com pedaços de jelapeños, ui ui ui, que deixaram a cerveja ainda melhor.

Como tinha bebido um pouco demais, pedi no final um petit gateau! Não recomendo! Sorvete e bolo de péssimas qualidades! Nota Zero!

Quesito Atendimento: Não há do que reclamar! Super atenciosos, atentos e bem humorados! Único porém é que eles tentaram que tentaram vender uma cerveja que custa 3 vezes mais que a Original, mas não convenceram!

Quesito Preço: Não é o melhor custo benefício do mundo, mas é justo se comparado a outros mexicanos. A cerveja saiu R$6 a garrafa, as barquinhas eram na faixa de R$15 e o restante dos pratos todos acima de R$30.

Na sexta, dia da avaliação tivemos que pagar R$5 de couvert, mas não lembro de ter tocado música. Acho que era pro mágico!

Quesito Banheiro: Limpo o tempo todo! Desde cedo até o último cliente!

Comentário Final: De fácil localização (fica embaixo de uma sex shop) bem perto do metro Santa Cruz. Apesar da Domingos de Morais ser um baita de um avenidão, deu para parar nas faixas de zona azul sem maiores problemas, embora não é um lugar muito bacana para parar o carro e pra falar a verdade não vi nenhum estacionamento lá próximo também.

O ambiente é meio pitoresco, como quase todo bar mexicano, mas bem agradável, ficamos em uma mesa num lugar um pouco mais reservado no mesanino onde conseguíamos ser super bem vistos pelos garçons, e também ver o telão com clipes de Michael Jackson, Rod Stweart e Guns n’ Roses.

Tem uma mesa de bilhar, mas o principal atrativo do lugar são as mágicas do Áquila, que vai de mesa em mesa pra apresentar seus truques que convenceram até os mais céticos =D

Vale a visita no começo do mês quando o salário acabou de cair na conta.

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Sair pra passear

E tava sugerindo um super passeio pro Homem:

- Vamos naquele shopping outlet que fica na estrada?
- Aquele do lado Hopi Hari?
- É! Esse mesmo!!!! Vamos? Vamos? Vamos?
- Ah mas a gente vai até lá só pra isso???
- Hummmm… A gente pode tomar um sorvete também!

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Cuentrão, verdade ou mito.

Desde ontem o Homem tá porque tá querendo me zuar falando de um jogador de Portugal que atende pelo nome de Cuentrão.

A primeira vez que o Homem me falou do Cuentrão, a única coisa que consegui expressar foi um monte de HAHAHAHAHAHAHAHAHA que imediatamente foi parar no twitter.

Depois de uns 15 minutos, ainda me recuperando do surto de riso, lá vem o Homem de novo com essa história:

- Meu, eu to falando sério… (HAHAHAHAHAHAHAHA como Homem de Deus isso pode ser sério, mas tudo bem) Você não viu o jogo pela Tv?

Não resistindo, respondi:

- O jogo eu vi, mas não vi nenhum Cuentrão, não

Também postado quase que imeditamente no twitter.

Hoje, já piada velha, lá vem o Homem que não se dá por vencido:

- Você pesquisou sobre o Cuentrão?

- Mas de novo essa história! Eu não vou dar um google no Cuentrão que eu não quero ver os resultados que vão sair disso. Leargh!

Agora, na frente do computador me deu uma vontade irresistível de dar um google no Cuentrão… e o resultado é:

Você quis dizer: Coentrão

E neste momento eu solto um UFAAAA bem alto.

Só a título de curiosidade, este é o primeiro link que aparece no google:

Tem um tal de Cuentrão na seleção de Portugal… ……………………………………pior seria se fosse Pintoentrão! …

Este é a primeira imagem que aparece no google:

Cuentrão

Cuentrão

E este é o primeiro video que aparece no google:

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Espelho, espelho meu

Um dos ambientes mais inóspitos para mim é o salão de beleza. As conversas, as pessoas, as gírias, aquele mundo extremamente feminino, tudo não faz par com a minha pessoa.

Para mim, todos aqueles instrumentos da manicure e pedicure formam juntos um grande kit de ferramentas e acessórios de tortura chinesa. E admito, uma das minhas maiores pauras na vida é alguém ficar cutucando meu pé com alicates, lixas e pinças. Bruuuuuhhh…

Todas as vezes que eu vou em um salão de beleza, tento ser o mais objetiva possível. Depilação completa com qualquer depiladora disponível às 11h. Ponto. Corte de cabelo, sem escova, com qualquer cabeleileiro gay disponível. Ponto. Unhas com a manicure, mas delicada, paciente, que não arranque bifes dos meus dedos que o salão tiver. Ponto.

E todas as vezes que eu vou em um salão de beleza, algo bizarro acontece, claro. Até porque pra mim tudo que acontece no salão é bizarro.

Uma vez, estava sentada folheando uma revista esperando pra lavarem o meu cabelo, quando entra uma senhora com uma mala de viagem tamanho familia e cumprimentando todo mundo do salão. Depois de dar oi, beijos e abraços em todo o salão, ela abriu a malinha dela e parecia que ela tinha assaltado o clube da amostra gratis. Lotada de amostras de tudo que você possa imaginar, batom, sabonete, produto pra cabelo crespo, produto pra cabelo liso, creme pra isso, creme pra aquilo… Um mar de produtos do tipo Avon.

De todas as presentes no recinto, eu fui a única que não fiz o coro de óóóóóóó, no melhor estilo anjos caindo do céu, quando ela abriu a mala de produtos Mary Kay. Enquanto, a mulherada do salão se divertia com a reunião de tuperware de beleza ali, eu esperava ansiosa pelo meu banho e tosa.

Ainda que eu quisesse, não tinha como não ouvir os papos:

- Ah, porque uma vez eu comprei um xampú dois em um Mary Kay que amei…
- Ah, porque o batom da Mary Kay tem uma das melhores fixações do mercado…
- Ah, o cheiro do creme hidratante Mary Kay é delicioso…
- Ah, você ainda tem os lencinhos de limpeza masculino…Meu noivo usa e adora…

Finalmente fui chamada pra lavar o cabelo e percebi que a senhora Mary Kay (que todo mundo no salão falava Mara Quei) abordava e empurrava vários produtos para todo mundo que estava lá e não deu outra… Foi só eu sentar na cadeira do cabeleleiro que ela chegou chegando e nem adiantou eu estar com a cabeça baixa com todo o cabelo jogado na cara ao estilo Kayako, a japonesa maligna do Grito, pra espantar a vendedora “Mara Quei”:

- E você minha amiga? O que você passa para cuidar da pelo do rosto?
- UOOOROOOOROOOOCROOO (som da japonesa maligna)
- Ah, você sabe que pele de oriental, exige cuidados redobrados com as manchas
- UOOOROOOOROOOOCROOO
- E o que você passa na pelo depois que você volta da escola?

Opa!!! Escola!?!?!? Quantos anos será que a senhora Mara Quei achava que eu tinha? Não resisti e perguntei:

- Quantos anos você acha que eu tenho?
- Ah, você é novinha, mas já precisa se cuidar né! Você deve ter uns 17, quase 18 anos…

Não sei se foi jogada pra vender, mas se foi bateu na trave e foi pra fora, porque na hora que ela me falou que um potinho chumbrega de creme saia R$ 70, nem se ela me desse 10 anos, viu….

*******************

Outro dia, voltei lá no mesmo salão e resolvi corta o cabelão até a cintura na altura acima do ombro, sem só, sem piedade. Porque se Deus me deu algo de bom na vida, esse algo foi o cabelo sem dúvida.

O cabeleleiro danado cortou o meu cabelão, pegou pra ele vender e ainda conseguiu dar uma detonada no meu cabelo deixando ele uma mistura de cogumelo do Mario e chifre do Vingador que vira só de um lado, apesar disso não tenho muitos problemas ou traumas com o ele.

Ao final de tudo isso, ainda tive que pagar pela merda de o corte, e vem a recepcionista toda simpática me explicar a promoção de aniversário do salão:

- Olha, você pode estourar duas bexigas ali na parede e ganhar brindes do salão.

Nessa hora, o salão parecia um programa de auditório de sábado a tarde, com todas as manicures e clientes a minha volta pra saber o que eu ia ganhar na brincadeira da bexiga.

Estourei a primeira bexiga, e a Sapha ganhou…. uma caneta!!!!

Enquanto o auditório fez um aaaahhhh tristonho e bem baixinho, eu fiquei super feliz com a caneta, porque eu adoro coisas de papelaria!

Estourei a segunda bexiga, e muito suspense nessa hora porque eu não conseguia achar o papel no meio de um monte de resto de bexiga, até que finalmente uma das freguesas do baú, achou o papel, e a Sapha ganhou… uma escova!!!

Nessa hora, foi como se eu tivesse sorteado um carro 0 km! As manicures gritavam, a recepcionista me parabenizando, e as outras clientes todas morrendo de inveja por causa de uma escova.

De verdade, eu também fiquei feliz de ver toda aquela festa pra mim, apesar de só usar pente, e enquanto eu esperava pelo festejado prêmio é que me caiu a ficha e a recepcionista falou:

- Pra quando você quer marcar a sua escova????

Puuutz, eu pensando que era escova (objeto) quando na verdade era escova (de fazer escova)… Justo pra mim que tenho o cabelo de japonesa e que agora quase não tenho mais cabelo nem pra pentear, ainda mais pra escovar.

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O inferno e o menino besta

Depois do caos que foi pra sair da Berrine e ir até a Paulista para ver a estreia do jogo do Brasil na Copa.

Depois de passar mais de duas horas no transito infernal regido pelas leis da selva.

Depois de chegar ao meu destino final depois do início do jogo.

Depois de chegar ao meu destino final depois do início do jogo e ser recebida com uma vuvuzelada bem na orelha em alto e bom som.

Me deparo com a seguinte cena:

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O buraco da Guatemala é mais embaixo

E o @ricz me perguntando pelo msn:

- Meu, você viu a cratera na Guatemala?

- Só de longe

buraco na guatemala

buraco na guatemala

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Guti guti

Que orgulho para os pais

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