Vestindo a camisa xadrez – Seattle dia 2 de manhã
Graças ao fuso horário acordar cedo em Seattle foi moleza! Enquanto lá eram 7am o meu relógio biológio marcava 11am, horário de Brasília, horário que admito sem vergonha, acordo aos sábados mesmo não estando de férias.
Então, às 8 horas já estava na rua quase deserta, para meu primeiro dia turista em Seattle.
| Rua vaziiiia de Seattle 2010 |
| Ficando um pouquinho mais movimentada – Seattle 2010 |
| Vendo assim nem parece legal, mas é… – Seattle 2010 |
Na 5th Ave, a poucos metros do hotel, há um café muito simpático, o Specialty’s Café & Bakery, que tem um pouco mais de charme que um (dos milhares) Starbucks.
| A fachada do café gostoso – Seattle 2010 |
Mesmo com o tempo frio, as mesinhas do lado de fora são convidativas, mas como não ia tomar café ou qualquer bebida quente, sentei pro lado de dentro mesmo com o meu croissant (gigante) de peru com queijo suiço, meu suco de cramberry-apple-raspberry e minha salada de fruta.
Assim como aqui no Brasil, uma das coisas que mais curto fazer fora do país é comer, pois tudo acaba virando uma verdadeira loteria, algo pode ser bom ou ruim e não tem como você saber até você provar e mesmo coisas que você teoricamente já conhece o sabor são diferentes lá.
Quando escolhi o croissant (gigante) de peru estava condicionada ao sabor do peito de peru defunado e quando dei a primeira mordida me surpreendi com o sabor de um peru daqueles que a gente come no natal, que é muito mais saboroso que aquele sabor de papel enfumaçado típico das dietas.
Outra grata surpresa foi a salada de fruta tanto pelo sabor quanto pelo tamanho, metade do pote de salada de fruta fica escondido da sua visão, muquiado dentro do suporte, então quando a moça me entregou aquele copão de salada de fruta a minha reação espontânea saiu em belo português: NUOOOSSAAAAA!!!
Duvido que a atendente soubesse português, mas com certeza ela entendeu a minha surpresa. E tudo que tinha lá na salada de fruta já tinha comido antes na vida, mas tudo estava surpreendentemente docinho e saboroso, tirando a maçã que tinha o mesmo gosto de sempre, mas de todas as frutas a que mais me espantou foi o abacaxi, bem amarelo, sem aquela acidez típica, mais doce e um pouco menos suculenta que a nossa. Comi todos os pedaços sem deixa um pra contar história.
O suco mix de cramberry-apple-raspberry só tem nome. É besta! Meio aguado com sabor de tutti frutti, na verdade tudo sempre fica com gosto de tutti frutti quando se mistura mais de duas frutas vermelhas nas coisas, mas tudo bem, no final o placar foi 2 x 1 no café da manhã =D
| Salada de fruta gigante e deliciosa hummm – Seattle 2010 |
De barriga cheia, caminhei mais duas quadras até o Westlake Center (a galeria que quer ser shopping center) onde fica o embarque do Monorail.
Levy Fidélix iria adorar o Monorail, é uma espécie de aerotrem super antigo que a cidade faz questão de conservar e liga o centro até o Seattle Center. O aerotrem parte de 7 em 7 minutos, a viagem não dura 2 minutos e custa 2 dólares, pode não parecer muito vantajoso, mas é! O Seattle Center está fora do Ride Free Zone, os ônibus não dão troco e se resolver ir a pé a caminhada é longa, além de ser um meio de transporte muito fácil, já que ele não tem outras paradas.
Há duas entradas para o Monorail, uma dentro do Westlake Center no 3º andar e outra pela rua, onde você chama o elevador para subir até o Monorail. Como a parte comercial não estava aberta às 8h30 da manhã, fui pelo elevador que confesso não é a coisa mais bonita, bacana e limpa de Seattle.
| Entrada do Monorail – Seattle 2010 |
Lá em cima na entrada paguei a tarifa na cabine, a atendente me deu o “passe” e de novo a pobre do 3º mundo aqui sentiu falta de uma catraca! Onde raios eu insiro o “passe” se não na catraca? Essa coisa de entrada de transporte público sem catraca definitvamente não faz parte da cultura do meu povo.
| Cabine para pagar a tarifa do Monorail. E cadê a catraca? – Seattle 2010 |
| OEEE não tem catraca! Basta o ticket, minha gente civilizada – Seattle 2010 |
Depois de perceber, pela segunda vez, que não se tem catraca, o trem chegou a plataforma. Ele tem um aspecto muito retrô, mas você percebe que é proposital, pois tudo é automático nele e só tem o condutor pra ficar de enfeite vintage mesmo, afinal talvez hoje nem fosse preciso ter o condutor no monorail, mas há 40 anos atrás sim e isso faz parte da história da cidade.
| De dentro no Monorail – Seattle 2010 |
O Monorail desembarca no Seattle Center bem ao lado do Space Needle e do Experiment Music Project (EMP) e nada melhor que visitar primeiro o lugar mais popular e turístico da cidade, o Space Needle – www.spaceneedle.com.
| Welcome to Space Needle – Seattle 2010 |
Dica: e essa dica vale para todas as viagens, sempre vá primeiro nos lugares que você mais quer ir, não vacile pra deixar nos últimos dias. Os últimos dias podem estar chovendo, você pode ter uma dor de barriga, ou o lugar pode estar excepcionalmente fechado. O Space Needle excepcionalmente fechou no domingo e o monorail excepcionalmente funcionou só até às 21h justamente no dia que fiz a minha reserva para jantar no Sky City e contava com ele para voltar para o hotel.
Como não era nem 9h30, a fila da bilheteria e a fila da entrada estavam bem pequenas para um sábado. E se você acha que ninguém vai pra Seattle (como eu mesma achava) se engana, a cidade tem bastante turista. Já na bilheteria do Space Needle comprei o City Pass de Seattle.
Dica: o City Pass de Seattle – www.citypass.com – te dá direito a entrar em 6 atrações pela bagatela de U$ 59 (já incluso taxa). As atrações são: 2 entradas – uma de dia e outra de noite – no Space Needle, Seattle Aquarium, Argosy Cruises, Pacifc Science Center, Woodland Park Zoo e por fim você escolhe entre o Museum of Flight ou o EMP. Por esse valor você só banca 3 atrações se comprar avulso e olha lá.
Dica: além do City Pass tem o Go Seattle Card – www.smartdestinations.com – que cobre muito mais atrações do que o City Pass, porém os valores variam de U$50 a U$ 122 conforme os dias que você planeja utilizar o cartão.
Antes de subir pelo elevador panorâmico, você tira um foto num fundo infinito e ganha um ticket para lá em cima passar em um dos guiches e escolher o fundo da sua foto e mandar por email. Tudo impecavelmente eficiente!
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| A minha foto da manhã mais comportada (mais fake impossível) – Flock Photos |
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| E a minha foto da segunda visita já despirocada – Flock Photos |
No elevador o acessorista conta muito rapidamente sobre o Space Needle, mas muito rápido mesmo, porque a “viagem” dura pouco mais de 1 minuto para subir até o observatório, sinceramente não entendi lhufas que o cara falou naquela rapidez e com aquele monte de números que eu tinha que converter as medidas. Mas chegando lá em cima a visão é incrível!
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
Os binóculos lá são de graça, mas essa minha visão limitada e esses óculos na cara atrapalharam bastante na hora de usar os binóculos e como de praxe tem um Starbucks lá em cima.
| De Seattle 2010 |
Não sei quanto tempo fiquei por lá, mas não tinha vontade de descer, era tudo tão bacana e o tempo estava bem aberto (para o que eu imaginava do tempo de Seattle) que dava pra ficar lá apenas curtindo a vista, sem fazer nada.
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
| De Seattle 2010 |
Peguei a minha foto no guiche eletrônico, brinquei nas telas touch screen com as atrações de Seattle, fiz as simulações de luz da paisagem num dia ensolarado em Seattle, dei mais umas 20 voltas e resolvi descer. A descida é mais lenta que a subida e o asensorista sempre muito simpático pergunta com foi a nossa visita, o que achamos e o que mais ele conseguir perguntar em 1 minuto e meio.
As portas do elevador abrem estrategicamente na loja de presentes e quinquilharias de Seattle, tem de tudo que sempre tem nessas loja, cartões, chaveiros, copos, imãs de geladeira, camisetas, moletons, etc, etc, etc.
Óbvio que nessa hora acabei gastando mais do que pensava, mas tudo bem, afinal sonho a gente realiza só uma vez e precisamos de souvenirs pra recordar né? E foi com esse pensamente que as minhas contas no banco e no cartão de crédito começaram a ir pro buraco…
Dica: como o ticket para o Space Needle dá direito a duas entradas em 24 horas, deixe para fazer compras após a segunda entrada, assim você evita a impulsividade louca e desvairada, como a dessa que voz escreve. Seu saldo no banco agradece.


















